quarta-feira, 24 de novembro de 2010

estradinha.

Que adianta a vida, se virá a morte roubá-la?
De que serve o grande Sol, se é a Lua seu destino?
Que importam os amores, se não são, de fato, eternos?
E se vamos ser adultos, de que serve ser menino?

Por que tanto demorar, se sabemos o final?
Que a flor vira um fruto e o casulo, borboleta
Se a chuva vira rio e o rio vira mar,
por que então esperar a areia da ampulheta?

Por que não correr o tempo?
O motivo, meu amigo
Eu lhe explico, com carinho

É que numa caminhada
Não há nada mais bonito
que curtir bem o caminho



(Nana, 2009, que, como poeta, é uma ótima bióloga)

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