quinta-feira, 10 de abril de 2008

.chuva

Dia desses, chorava no vidro do ônibus leve chuva. E eu, que de dentro, por dentro escorria, quis derramar como a gotinha que acompanhei com os olhos. Ser levada pelo vento, evaporar na calçada, pra depois chover num longo rio que me levaria ao mar. E o mar, que era, senão todas as lágrimas reunidas? Salgado como elas eram.
E, como meu pranto,
imenso.


Não sei há quanto tempo não consigo escrever sobre mim.
Acho que foi desde que eu percebi que não sou tão excepcional.

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